
Retirada do pessoal da PCH utilizando os meios disponíveis

Os operários foram retirados da obra diante dos riscos do ataque indígena
Os Enawenê Nawê já tinham ocupado o canteiro de obras em 2007, reivindicando estudos independentes sobre os impactos desses aproveitamentos hidrelétricos. Esses estudos nunca foram realizados, mas mesmo assim as obras continuaram. O Ministério Público conseguiu paralisar as obras devido a falhas no processo de licenciamento e impactos ambientais, mas o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, liberou as obras após receber uma visita do governador do Mato Grosso Blairo Maggi. Mendes, entretanto, negou que tenha discutido a liberação das hidrelétricas com o governador.

Início dos ataques: caminhões betoneira destruídos
Após a liberação das obras, os empreendedores costuraram um acordo de compensação financeira aos índios de mais de quatro milhões de reais. Em outubro de 2008, os índios das etnias Rikbaktza, Paresi, Nambiquara e Mynky fecharam um acordo de seis milhões de reais. O povo Enawenê Nawê, no entanto, não aceitou o acordo, preocupado com o fato de estar prevista a construção de cerca de 77 empreendimentos hidrelétricos no rio Juruena, e ficou isolado politicamente.

Mais prejuízo na PCH Telegráfica

Os Enawenê Nawê destuíram tudo o que viram pela frente, em seu protesto
Confira amanhã a segunda parte desta história.