Publicado por: Junior de Bortoli | 9 fevereiro, 2009

Série Especial: Índios Enawenê Nawê atacam obras no MT (Parte 1)

Nesta semana, o blog Mãos à Obra vai publicar uma série de cinco partes mostrando um acontecimento chocante. Um grande colaborador deste blog, que preferiu não ser identificado, informou-nos sobre um ataque promovido por índios Enawenê Nawê ao canteiro de obras da PCH Telegráfica, em Sapezal, no Mato Grosso, no final de 2008. Hoje você confere os motivos do ataque e as primeiras fotos do canteiro de obras destruído.

Retirada do pessoal da PCH utilizando os meios disponiveis

Retirada do pessoal da PCH utilizando os meios disponíveis

 

De acordo com a imprensa local, o episódio é mais um nos conflitos envolvendo índios do Mato Grosso em oposição à construção de PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) no rio Juruena. O conflito ocorre desde 2002, quando a empresa Maggi Energia, controlada por sócios do governador do Mato Grosso Blairo Maggi, apresentou interesse em instalar nove PCHs e duas usinas hidrelétricas (UHE) no rio.

Os operários foram retirados da obra diante dos riscos do ataque indigena

Os operários foram retirados da obra diante dos riscos do ataque indígena

 

Os Enawenê Nawê já tinham ocupado o canteiro de obras em 2007, reivindicando estudos independentes sobre os impactos desses aproveitamentos hidrelétricos. Esses estudos nunca foram realizados, mas mesmo assim as obras continuaram. O Ministério Público conseguiu paralisar as obras devido a falhas no processo de licenciamento e impactos ambientais, mas o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, liberou as obras após receber uma visita do governador do Mato Grosso Blairo Maggi. Mendes, entretanto, negou que tenha discutido a liberação das hidrelétricas com o governador.

caminhões betoneira destruidos

Início dos ataques: caminhões betoneira destruídos

 

Após a liberação das obras, os empreendedores costuraram um acordo de compensação financeira aos índios de mais de quatro milhões de reais. Em outubro de 2008, os índios das etnias Rikbaktza, Paresi, Nambiquara e Mynky fecharam um acordo de seis milhões de reais. O povo Enawenê Nawê, no entanto, não aceitou o acordo, preocupado com o fato de estar prevista a construção de cerca de 77 empreendimentos hidrelétricos no rio Juruena, e ficou isolado politicamente.

Mais prejuizo na PCH Telegráfica

Mais prejuízo na PCH Telegráfica

 

Os Enawenê Nawê destuiram tudo o que viram pela frente, em seu protesto

Os Enawenê Nawê destuíram tudo o que viram pela frente, em seu protesto

Confira amanhã a segunda parte desta história.

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